Lucro Real

Lucro Real na indústria de alimentos: o guia completo para pagar menos imposto com segurança

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Gestor da indústria de alimentos revisando relatórios contábeis do Lucro Real
Resposta rápida

Lucro Real é o regime em que IRPJ e CSLL incidem sobre o lucro efetivamente apurado pela empresa, com base na escrituração contábil. É o regime mais comum, e muitas vezes obrigatório, para a indústria de alimentos, porque permite aproveitar créditos, ajustar a base de cálculo e reduzir impostos legalmente, desde que a contabilidade seja precisa.

O que é o Lucro Real

No Lucro Real, o IRPJ e a CSLL são calculados sobre o lucro líquido contábil do período, ajustado por adições e exclusões previstas na legislação. Diferente do Lucro Presumido, em que o imposto incide sobre uma margem presumida, aqui a base é o resultado que a empresa realmente teve.

Isso tem uma consequência direta: se a margem real for menor que a presumida, o Lucro Real costuma pagar menos. E como a apuração é não cumulativa para PIS e Cofins, a indústria pode aproveitar créditos que o Presumido não permite.

Por que a indústria de alimentos costuma ficar no Lucro Real

Empresas com faturamento anual acima de R$ 78 milhões são obrigadas ao Lucro Real. Mas muitas indústrias de alimentos optam por ele mesmo abaixo desse limite, por uma razão econômica.

A indústria de alimentos compra muito insumo, embalagem, energia e frete, tudo isso gera crédito de PIS e Cofins no regime não cumulativo. Quando a cadeia de créditos é bem aproveitada, a carga efetiva no Lucro Real fica menor que no Presumido. Por isso, a decisão nunca deve ser pelo regime mais simples, e sim pelo que custa menos.

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Como funciona a apuração na prática

A apuração parte da escrituração contábil completa. Sobre o lucro líquido aplicam-se as adições (despesas não dedutíveis), as exclusões (receitas não tributáveis) e as compensações de prejuízos fiscais.

Por isso, no Lucro Real, a contabilidade não é burocracia, é a ferramenta que define quanto se paga. Uma escrituração frouxa significa imposto a mais; uma escrituração técnica e bem documentada significa imposto justo, com segurança jurídica.

  • IRPJ: 15% sobre o lucro real, mais adicional de 10% sobre o que exceder R$ 20 mil/mês
  • CSLL: 9% sobre a base ajustada
  • PIS/Cofins não cumulativos: créditos sobre insumos, energia, embalagens e fretes
  • Possibilidade de compensar prejuízos fiscais de períodos anteriores (limite de 30%)

Onde estão as oportunidades legais de economia

A maior parte da economia no Lucro Real vem de três frentes: a classificação fiscal correta dos produtos (NCM), o aproveitamento integral dos créditos da cadeia e o uso de benefícios e regimes especiais aplicáveis ao setor de alimentos.

Um único produto mal classificado pode significar anos pagando alíquota a mais e perdendo créditos legítimos. Por isso, revisar o NCM e a tabela de produtos é um dos trabalhos de maior retorno na indústria de alimentos.

Erros que custam caro

Os prejuízos mais comuns no Lucro Real não vêm de fiscalização agressiva, vêm de descuido na rotina.

  • Deixar créditos de PIS/Cofins na mesa por falta de controle de insumos
  • Manter NCM desatualizado e pagar alíquota maior que a devida
  • Tratar a contabilidade como obrigação acessória, e não como ferramenta de decisão
  • Não simular Lucro Real x Presumido antes de definir o regime do ano

O papel de um contador consultivo

No Lucro Real, a diferença entre pagar muito e pagar o justo está na qualidade do trabalho contábil. Um contador que conhece a operação da indústria de alimentos, do chão de fábrica à diretoria, encontra, dentro da lei, o caminho que protege o caixa.

É exatamente esse o método que a Contábil Assessoria aplica há mais de 50 anos em Marília e região: contabilidade consultiva, com inteligência tributária aplicada ao setor de alimentos.

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Perguntas frequentes

Toda indústria de alimentos é obrigada ao Lucro Real?

Não. A obrigatoriedade vale para faturamento anual acima de R$ 78 milhões e algumas atividades específicas. Abaixo disso, a indústria pode optar, e muitas escolhem o Lucro Real porque o aproveitamento de créditos de PIS/Cofins reduz a carga efetiva em relação ao Lucro Presumido.

Lucro Real paga mais imposto que o Lucro Presumido?

Nem sempre. Quando a margem real é menor que a presumida e a empresa tem muitos créditos a aproveitar, como na indústria de alimentos, o Lucro Real costuma sair mais barato. A única forma de saber é simular os dois cenários com base nos números reais.

Como reduzir impostos no Lucro Real de forma segura?

Com classificação fiscal correta (NCM), aproveitamento integral dos créditos da cadeia e escrituração contábil precisa e bem documentada. Toda economia precisa de respaldo técnico, é o que garante segurança jurídica em caso de fiscalização.

Equipe Contábil Assessoria Empresarial

Contabilidade consultiva · Marília-SP · Há mais de 50 anos na Capital Nacional do Alimento.

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